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Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com membros do Itamaraty, peritos e outras autoridades chegou à Colômbia na noite de terça-feira (29), por volta das 23h30, para auxiliar na identificação e liberação dos corpos das vítimas da queda do avião da Chapecoense.

Entre os 40 passageiros estão membros do Itamaraty e servidores federais, sobretudo médicos para auxiliar na tradução e diálogo entre médicos colombianos e familiares brasileiros.

Peritos da Polícia Federal devem atuar na identificação dos corpos através das digitais bem como técnicos que vão resolver questões burocráticas como atestados de óbito emitidos ao Brasil. Uma equipe técnica da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) também está na Colômbia.

O secretário de estado de assuntos internacionais, Carlos Adauto Virmond Vieira, também está no grupo com os documentos dos passageiros do voo que caiu na madrugada de terça-feira e que deixou 71 mortos. Seis sobreviveram.

Dois dos sobreviventes brasileiros, os jogadores Alan Ruschel e Jackson Follmann, estão em hospitais de Rionegro. O jornalista Rafael Henzel e o jogador Hélio Neto estão unidades de saúde em La Ceja.

Identificação dos corpos
O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, e o embaixador do Brasil na Colômbia, Júlio Bitelli, também estavam no voo da FAB. Bitelli afirmou que o foco da equipe nesta quarta será a identificação dos corpos.

A prioridade da Colômbia, da prefeitura de Chapecó, do governo de Santa Catarina e do Itamaraty é fazer com que os corpos da vítimas sejam liberados para serem sepultados nas cidades de origem.

O embaixador disse que o fato de o avião não ter explodido permitiu o resgate dos passaportes e a identificação digital das vítimas, sem a necessidade de reconhecimento dos corpos por parentes.

Depois, o trabalho da força-tarefa de servidores brasileiros e colombianos compreenderá a missão de embalsamar os corpos, uma exigênica para o traslado internacional. Além disso, deve ser emitida uma certidão de óbito na Colômbia e outra no Brasil.

Bitelli disse que pelo menos a identificação dos corpos deve ser concluída até a noite desta quarta. Ele informou também que dois aviões da FAB estão a postos em Manaus para ir a Colômbia para o transporte das vítimas.

Concluída esta fase, a força-tarefa deve ser direcionada para o auxílio aos sobreviventes.

Ministério da Saúde
De acordo com o Ministério da Saúde, além do atendimento psicológico, o objetivo da equipe do SUS é levantar informações atualizadas sobre as vítimas e verificar a necessidade de apoio para regresso sanitário de sobreviventes.

“Com base nas informações, o Ministério da Saúde irá avaliar o envio de equipe da área de saúde mental para realizar apoio técnico ao serviço psicossocial do município de Chapecó”, diz a nota do órgão nacional.

Psicólogos e tradutores
A administração do aeroporto internacional Jose Maria Cordova, de Rionegro, na Colômbia, e a prefeitura, organizaram 96 duplas de tradutores e psicólogos voluntários para receber nesta quarta-feira (30) os familiares das vítimas.

Segundo a RBS TV, os voluntários vão acompanhar os parentes das vítimas durante a estadia na cidade. A prefeitura de Rionegro reservou quartos em hotéis de Medellín e vai oferecer transporte até lá.

No terminal aeroportuário, um posto de informações sinalizado acolhe os familiares dos passageiros e parentes de sobreviventes. Eles são acompanhados ao hospital ou até o Instituto de Medicina Legal (IML) para o traslado dos corpos.

De acordo com a RBS TV, até as 6h desta quarta, os parentes dos passageiros do avião não haviam chegado ao aeroporto. A única família que esteve no local foi a de um tripulante boliviano que não resistiu aos ferimentos.

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Vítimas da queda do avião da Chapecoense