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Após o registro do ataque a mais de 30 gatos na Avenida dos Africanos, em São Luís, foram registradas mais seis mortes de felinos no mesmo local. Os ataques com requintes de crueldades chamaram a atenção de diversas Organizações Não Governamentais (ONGs) e associações de apoio aos animais no Maranhão.

A reserva de mangue no entorno do Lago do Bacanga, em São Luís, virou uma espécie de depósito de animais descartados pelos donos.  A suspeita dos ativistas recai sobre criminosos que estariam induzindo o ataque de cães treinados para matar – por pura crueldade e, também, sobre animais de rua que perambulam pela reserva.

A presidente da ONG Lar de Noé, Taiani Guaitolini, deixa claro que o ato de abandonar um animal já se configura como crime. “Isso é um crime. A gente precisa fazer com que a população entenda que é crime abandono. É crime os maus tratos e muitos acham que nada acontece. Acontece sim”, asseverou.

As entidades de defesa aos animais também culpam o Governo do Estado e a Prefeitura de São Luíspela falta de políticas públicas voltadas ao bem-estar dos bichos. “As ONGs estão se organizando nesse sentido para começar a ingressar com ações judiciais, pedir providencias da Justiça no sentido de responsabilizar os poderes públicos, estadual e municipal, porque é inadmissível continuarmos com a ausência dessa política pública de bem-estar animal”, relatou Sebastião Uchôa, presidente ‘honoris causa’ da ONG Arca de Noé.

A bióloga Adriani Hass conheceu o refúgio dos gatos abandonados e condenou a crueldade contra os animais. “A violência de você trazer alguém aqui para fazer diversão com outro bicho que não sabe o que está fazendo, porque o cachorro não sabe o que está fazendo, mas uma pessoa instigando, pelo simples prazer de ver o sofrimento”, posicionou-se.

Do G1MA