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Por O Estado do Maranhão.

O Maranhão é o terceiro do Nordeste com maior número de latrocínios (roubo seguido de morte) no biênio 2014 e 2015, com um total de 189 casos. Foram 72 em 2014 contra 117 no ano passado, um aumento de 62% no período. O estado com maior número desse tipo de crime é a Bahia, com o registro de 406, seguido por Pernambuco, com 197 casos. Os dados são do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados recentemente.

Os outros estados nordestinos tiveram os seguintes registros de crime de latrocínio no decorrer desse período: Ceará, 140 casos; Rio Grande do Norte, 120; Alagoas, 115; Piauí, 82; Sergipe, 80; e Paraíba, 49 casos.

Ilha de São Luís
O índice de crimes de latrocínio neste ano, em se tratando apenas da Região Metropolitana de São Luís, também é apontado pela polícia como alto e até a última sexta-feira já tinham ocorrido 30 casos. No mês de setembro, ocorreram cinco latrocínios e em agosto também foram registradas cinco ocorrências. Em abril e junho, foram quatro em cada mês; janeiro, fevereiro e março tiveram três registros cada; dois em maio e um em julho. No mês de outubro, segundo a polícia, não ocorreu esse tipo de crime na Ilha.
O quinto estado nordestino em que mais ocorreram homicídios dolosos nos anos de 2014 e 2015. Neste período, foram 3.909 casos em todo o estado. Só em 2014, o registro foi 1.902 casos, e no ano seguinte, ocorreram, 2.007 registros, ou seja, um aumento de 105 casos de um ano para o outro.
O estado campeão de ocorrência desse tipo de crime durante o biênio 2014/2015 foi a Bahia, com o registro de 11.472 casos. O segundo foi o Ceará, com 8.220; e o terceiro, Pernambuco, somando 7.064. Alagoas ficou em quarto lugar, com 3.713 casos. Já no Rio Grande do Norte, o registro foi 2.952 casos; na Paraíba, 2.958; em Sergipe, 2.195; e no Piauí, 1.294 homicídios dolosos.
A assessoria de comunicação do governo do Maranhão informou, por meio de nota, que os dados do 10º Anuário de Segurança Pública não mostram a realidade, pois, mais de 80 cidades maranhenses apresentam zerados os registros de crimes violentos em 2014, mas isso somente foi corrigido a partir de 2015.

Assassinato de policiais

O 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostrou também que o Maranhão foi o estado da Região Nordeste onde mais ocorreram assassinatos de policiais em 2014 e 2015. Um total 57 profissionais da área de segurança pública foram mortos por criminosos no decorrer desse período. No ranking nacional, o Maranhão ficou em terceiro lugar em se tratando desse tipo de crime. No topo dessa lista estão o Rio de Janeiro e São Paulo. Nestes dois estados, o registro foi de 342 casos, cada um. O Estado divulgou na edição dos dias 12 e 13 de novembro, que somente neste ano, oito policiais foram mortos a tiros por bandidos no Maranhão.
O documento revela ainda que em 2014 ocorreram 13 mortes de policiais enquanto no ano seguinte, foram 44. Entre estes casos, 14 policiais foram mortos em serviço e uma das vítimas foi o soldado da Polícia Militar, James de Oliveira Fernandes, o Pantera, de 32 anos. Ele foi assassinado durante uma incursão policial com o objetivo de prender traficantes, no povoado Moita, zona rural de Arari, na madrugada do dia 17 de dezembro de 2015.
A Bahia é o segundo estado nordestino em registro desse tipo de crime. Foram 49 policiais assassinados de 2014 a 2015. Em terceiro lugar vem Pernambuco, com o registro de 44 casos. O Ceará teve o registro de 17 casos; Rio Grande do Norte, 13; Alagoas, 12; Paraíba, 10; Piauí, sete; e Sergipe, apenas um registro.

Números altos
As mortes de policiais continuam ocorrendo neste ano e até a última sexta-feira, oito já haviam sido registradas. A maioria dos crimes foi praticada por integrantes de facções criminosas, inclusive até mesmo com a participação de menores. Um dos casos mais recentes foi o assassinato do sargento Francisco das Chagas Marinho Coelho, de 46 anos, ocorrida na manhã do dia 8, nas proximidades do Residencial Nova Terra, na cidade de São José de Ribamar.
O caso está sendo investigado pela Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP), sob a coordenação do delegado Lúcio Rogério. O policial informou que no primeiro momento, o fato estava sendo investigado como latrocínio (roubo seguido de morte), mas as investigações constataram que o sargento foi vítima de um crime de homicídio motivado por uma rixa. “Os criminosos levaram a pistola da vítima, mas a verdadeira intenção era mesmo executar o militar”, declarou o delegado.

Sargento

Além do Sargento Coelho, mais quatro militares foram mortos no segundo semestre deste ano. No dia 18 de setembro, dois homens não identificados mataram a tiros o sargento da Polícia Militar Emílio de Sena Batalha Filho, de 43 anos, durante um comício eleitoral no povoado Limão, zona rural da cidade de Centro Novo do Maranhão.
No dia 10 de setembro, a polícia registrou a morte do sargento da Polícia Militar, Luís Cláudio Cordeiro Baldez, de 43 anos. Ele foi baleado na porta da residência da sua namorada, na Rua 1, no Ipem Turu, e morreu ao dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Parque Vitória. No mês de agosto, foram mortos mais dois militares e uma das vítimas foi o sargento reformado da Polícia Militar, Adelson Cascais Cabral, de 70 anos, no dia 6, no Residencial Nova Terra. O outro militar assassinado foi o sargento da Polícia Militar Ranilson Carlos Santos Castro, o Cabecinha, de 48 anos, no dia 5 de agosto, no bairro Angelim da cidade de Santa Luzia.
No primeiro semestre deste ano, três policiais militares foram mortos, entre eles, o soldado Edelfran Caldas Silva. Ele foi executado com um tiro no ouvido durante um assalto à agência dos Correios na cidade de Tufilândia, no dia 17 de junho. Também o soldado do Corpo de Bombeiros Arthur Gustavo Dourado, foi morto durante assalto. O caso ocorreu no dia 26 de junho, quando o militar chegava à sua residência, na Cohama. No dia 12 de março deste ano, foi morto o soldado Erasmo Alves Cordeiro, idade não revelada, pelo colega de farda Alexandre Xandu, na cidade de João Lisboa.

“Os criminosos levaram a pistola da vítima, mas a verdadeira intenção era mesmo executar o militar”.

Delegado da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP)- Lúcio Rogério

Números

57 policiais militares e civis foram assassinados no Maranhão durante do biênio 2014 a 2015

8 profissionais da área de segurança pública já morreram no estado somente neste ano

Ocorrências de latrocínio em 2014 e 2015

1º Lugar: Bahia com 406 casos

2º Lugar: Pernambuco com 197 casos

3º Lugar: Maranhão com 189 casos

4º Lugar: Ceará com 140 casos

5º lugar: Rio Grande do Norte com 120 casos

6º lugar: Alagoas com 115 casos

7º lugar: Piauí com 82 casos

8º lugar: Sergipe com 80 casos

9º Lugar: Paraíba com 49 casos

Fonte: 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública

CRIMES NO MARANHÃO

Homicídios dolosos em 2014: 1.902 casos
Homicídios dolosos em 2015: 2.007 casos
Homicídios dolosos no decorrer de janeiro deste ano até a tarde da última sexta-feira na Ilha: 632 casos
Latrocínios em 2014: 72 casos
Latrocínios em 2015: 117 casos
Latrocínios no decorrer de janeiro deste ano até a tarde do último dia 18 na Ilha: 30 casos
Mortes de policiais durante o biênio 2014 a 2015: 57 casos
Policiais assassinados durante o mês de janeiro deste ano até o último dia 18: 8 registros

SAIBA MAIS

Ainda na última sexta-feira foram achados dois corpos na capital e um deles do sexo masculino em uma área de matagal, localizado na Travessa da Felicidade, no bairro Sacavém. Há informações de que essa vítima era ex-presidiária e teria sido morta por linchamento por integrantes de facção criminosa. O outro corpo foi identificado como sendo de Raissa Melo Diniz, de 17 anos, encontrado queimado em uma área de mangue, localizada no final da Avenida Principal do Alto da Esperança.