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ma menina de 7 anos morreu ontem (16) em decorrência dos fortes ventos registrados na região sul de Santa Catarina, A Defesa Civil do município de Tubarão confirmou a informação na noite de domingo.
A menina estava com o pai em um carro que foi atingido por duas árvores que tombaram sobre o veículo. O homem não sofreu ferimentos graves, mas foi internado em estado de choque.
De acordo com informações da Defesa Civil, os ventos atingiram 97km/h na tarde de ontem, segundo medições feitas no município de Araranguá. Milhares de casa foram destelhadas pelas rajadas.

Cerca de 140 mil unidades consumidoras de energia elétrica ficaram sem luz nos 20 municípios da região, informou a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc).

A maior parte da região sul catarinense e do município de Criciúma já teve o fornecimento de energia elétrica normalizado, segundo a Celesc, embora mais de 80 mil unidades continuem sem luz no município de Tubarão.

Na praia de Balneário Rincão, dezenas de veículos que estavam estacionados perto do mar ficaram submersos após serem atingidos por uma onda gigante, posteriormente classificada pelo serviço de monitoramento e alerta da Defesa Civil catarinense como um fenômeno cientificamente chamado de “tsunami meteorológico”.

O temporal persiste nesta segunda-feira, com um alto número de raios e ventos de até 90 km/h, deixando toda a região em estado de alerta. O mau tempo continuará pelo menos até quarta-feira (19), de acordo com o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina.
Na manhã desta segunda-feira (17) a Defesa Civil de Santa Catarina confirmou que a região sul do estado foi atingida pelo fenômeno chamado de ‘tsunami meteorológico’. Segundo comunicado divulgado pela instituição, o gerente  de monitoramento e Alerta, Frederico Rudorff, informa que esses fenômenos são raros, perigosos e geralmente ocorrem durante a passagem de linhas de instabilidade atmosféricas intensas. Segundo o meteorologista, apesar de ocorrerem ventos intensos comuns durante as passagens de linhas de instabilidade como esta, não é o vento que provoca o tsunami meteorológico, mas sim a combinação peculiar de fatores. “Como por exemplo, a perturbação da pressão atmosférica sobre o mar, a velocidade e a direção de deslocamento da tempestade em relação à linha de costa e a batimetria local, que podem gerar uma ressonância e uma amplificação da onda”, explicou.

A Defesa Civil destacou ainda que o fenômeno é semelhante ao que ocorreu na praia do Cassino, no Rio Grande do Sul, em 1977. Ainda de acordo com a Defesa Civil, Vídeos feitos durante e após o evento juntamente com observações de campo realizadas no local, indicam que a altura da onda pode ter atingido 3 metros na Praia do Pântano do Sul. “Dados meteorológicos preliminares suportam a hipótese de que a onda tenha sido gerada por uma linha de instabilidade atmosférica que deslocou-se sobre a plataforma continental em condições de ressonância com uma onda longa ao longo da isóbata de 23 metros”, explica documento divulgado pela Defesa Civil elaborado pelo departamento de Engenharia Oceânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.