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A greve dos bancários chega hoje ao 30º dia sem qualquer tipo de previsão de término. No Maranhão, 100% das agências dos bancos públicos estão fechadas. Já nos bancos privados, algumas poucas agências continuam atendendo ao público.
No estado, a paralisação teve início no dia 6 de setembro e estão sendo organizada pelo Sindicados do Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Maranhão (Seeb-MA). Desde então, diversas mobilizações já foram realizadas pela categoria nas portas das agências bancárias em São Luís.

Estima-se que cerca de 80% dos bancários já aderiu ao manifesto que segue sem qualquer previsão de desfecho. “Até o momento não há previsão de uma nova negociação. A cada dia temos recebido novas negociações, o que mostra que o movimento está forte”, analisou Eloy Natan, presidente do Seeb-MA.

Em todo o Brasil são13.245 agências e 29 centros administrativos fechados por causa da greve, segundo balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizado ontem. Caso a paralisação se prolongue pelos próximos dias, esta será a maior realizada pelos bancários, superando a greve realizada no ano de 2004, que durou cerca de 32 dias.

Reivindicações

Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real e 9,31% de correção da inflação; participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales-alimentação, refeição, décima-terceira cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880); 14º salário; fim das metas abusivas e assédio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação.

Os bancários entregaram a pauta de reivindicações no dia 9 de agosto. A data-base da categoria foi no 1º de setembro e a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) tem validade nacional. Em todo o país, são cerca de 512 mil bancários.

Durante o tempo em que se estender a greve, os clientes não poderão fazer as transações na boca do caixa ou consultar a gerência, por exemplo. O serviço de abertura de novas contas também ficará suspenso. Apenas os serviços feitos por meio dos caixas eletrônicos estarão disponíveis.