#ConteudoEparalimpiadasDoRio2016

Aos 30 anos, Cristopher Tronco é um símbolo paralímpico no México. O nadador da classe S3 nasceu sem os dois braços e sem a perna direita. Com todas as dificuldades que se possa imaginar, começou a praticar natação aos 8 anos de idade e não parou mais. “Meus pais gostavam do esporte e achei que poderia ser bom”, conta.

Nesta sexta-feira, na disputa dos 150 metros medley, chegou em último em sua bateria, mas foi aplaudido de pé pelo público no Estádio Aquático. Com os pés, ele consegue ajeitar o óculos antes de entrar na água e tem a ajuda de uma pessoa, que o segura na baliza na hora da largada. “Tudo se pode fazer e conseguir. Só é necessário tentar”, ensina.

No Rio, ele disputou quatro provas e não chegou ao pódio. Tem como recordação seu melhor resultado em Paralimpíada, o quarto lugar nos Jogos de Londres, em 2012, nos 50m peito. “Essa é minha terceira vez no Rio. Já estive aqui para o Parapan, em 2007, e dois anos depois voltei para cá”, lembra.

Além das piscinas, ele se arrisca em duas outras áreas: costuma atuar como DJ e também gosta de pintura. “Eu gosto muito de música, então faço isso. E costumo pintar quadros”, afirma Tronco, que serve de inspiração para muita gente no México. “Quando sou convidado, dou palestras e falo da minha experiência.”

Para ele, ainda falta discutir mais as questões de acessibilidade e inclusão dos deficientes, mas sabe que a cada respirada na piscina consegue transmitir um exemplo de superação. “Aconteça o que acontecer, é preciso seguir adiante e ir atrás dos seus sonhos”, conclui o nadador, que cogita ir para a Paralimpíada de Tóquio. “Ainda faltam quatro anos, mas tenho vontade de ir.”