#ConteudoEinformacao

Com 450 votos a favor, 10 contrários e 9 abstenções, a Câmara cassou ontem o mandato do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), interrompendo a trajetória política de quase 25 anos daquele que se tornou o principal algoz de Dilma Rousseff no processo de impeachment.

Com uma história política construída nas sombras do poder e que ganhou os holofotes nacionais desde que assumiu a presidência da Câmara, no ano passado, Cunha, que colecionou inimigos em sua carreira, passará agora a enfrentar o seu mais temido adversário: a Justiça Federal do Paraná, comandada pelo juiz Sérgio Moro.

Réu em dois processos da Operação Lava Jato, o ex-presidente da Câmara e deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tentou até o último momento evitar a votação do processo de cassação de seu mandato, sem sucesso.

O STF negou dois recursos movidos por aliados de Cunha. O acusado também lançou mão de manobras regimentais para tentar reduzir a pena, por meio da votação de um projeto de resolução, e não o parecer do Conselho de Ética, mas foi igualmente derrotado.

Em seu último discurso, ele continuou negando as contas e afirmou que sua cassação é uma retaliação pelo processo de impeachment, aberto por ele.