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Em rodada de negociação realizada na última sexta-feira, dia 09, em São Paulo, a Fenaban apresentou nova proposta econômica, que contempla reajuste salarial de 7% (PLR, tíquetes e auxílios) mais abono de R$ 3,3 mil.
Longe da margem reivindicada, a nova proposição dos banqueiros foi rejeitada ainda na mesa de negociação pelo Comando Nacional dos Bancários. Pressionada, a Fenaban agendou nova reunião para esta terça-feira, dia 13.
Para o Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), a nova proposta é irrisória e muito distante do índice de 28,33% pedido pela categoria. Além de não repor a inflação de 9,57%, impõe, ainda, perdas de 2,57% aos salários dos bancários.
A proposta exclui, também, reivindicações prioritárias para a categoria, como: a estabilidade no emprego, a contratação de mais bancários, isonomia, PLR de 25% linear, reposição das perdas salariais, dentre outras.
Fortalecendo a greve
Nesta segunda-feira, dia 12, 7º dia da paralisação, os bancários de São Luís realizarão ato na Caixa da Deodoro, no Centro.
No interior do Estado, a greve se fortalece a cada dia. Em todo o Brasil, 10.054 agências e 54 centros administrativos tiveram suas atividades paralisadas.
Os bancários maranhenses reivindicam reajuste de 28,33%, PLR de 25% linear, isonomia, estabilidade no emprego, contratação de mais bancários, fim do assédio moral e das demissões imotivadas, dentre outras.
A greve
Os bancários cruzaram os braços desde o dia 06 de setembro e só retornarão às atividades quando os benefícios solicitados forem atendidos.
Os trabalhadores votaram pela paralisação depois que a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) se recusou a atender as principais reivindicações da categoria.
De acordo com os trabalhadores, o reajuste oferecido pela Fenaban de 6,5%, é muito baixo, principalmente para um setor que lucrou quase R$ 30 bilhões em 2016.