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A universitária Deborah Gonçalves Fabri, que foi ferida na noite desta quarta-feira durante um ato contra o presidente Michel Temer, informou através das redes sociais que perdeu a visão do olho esquerdo. Ela foi levada até o Hospital dos Olhos, no Paraíso, região central de São Paulo na noite desta quarta-feira depois que estilhaços de uma bomba de efeito moral que teria sido disparada pela Polícia Militar atingiram seu rosto.

William Fidelix, médico e diretor operacional do Hospital do Olhos, informou que a jovem ainda tem “percepção luminosa”. “Ela consegue enxergar flashes de luzes, mas as lesões foram realmente muito sérias e as chances de recuperação da visão são mínimas. Num primeiro momento, a equipe médica se preocupou em proteger o olho e o prognóstico inicial é de percepção luminosa. Ainda é muito cedo para se afirmar a cegueira, mas o quadro é crítico”, afirmou.

A jovem deu entrada no hospital às 2h37 com “trauma na região da face, escoriações nas pálpebras e região malar esquerda, e lesão perfuro contusa no olho esquerdo”. Deborah recebeu alta hospitalar às 10h45 desta quinta.

O ato começou em dois pontos, na Praça do Ciclista e no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. A PM não divulgou o número de participantes da manifestação. A jovem ferida faz parte do movimento Levante Popular da Juventude. O grupo informou por meio de nota que presta solidariedade à jovem e afirmou: “Não descansaremos até que os responsáveis sejam punidos e ela disponha de todo a assistência necessária”.

A Secretaria de Segurança Pública informou por meio de nota que “a repressão começou depois que um grupo de manifestantes incendiou montes de lixo e lançou pedras contra os policiais. Um policial foi ferido e levado para receber atendimento médico. A SSP não tem informações sobre a jovem atingida no olho”.

Da Veja.