​#ConteudoEolimpiadas

Em seu conceito de jogo, o técnico Rogério Micale prega a movimentação ofensiva para gerar incomôdo no adversário e desarmar qualquer sistema defensivo. É o que chama de ‘caos ofensivo’. E que deu uma mostra nesta quarta-feira, na goleada de 6 a 0 sobre Honduras, no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, que assegurou lugar na final e fez a torcida pedir até mesmo a revanche pelo 7 a 1 em 2014.

Os hondurenhos entraram em campo com três zagueiros para marcar a referência do Brasil na área.

Se ela não flutuasse de um lado para o outro, claro. E, assim, ficaram sem função.

Não viram o rastro do quarteto formado por Neymar, Gabriel Jesus, Gabigol e Luan.

Logo aos 14 segundos do primeiro tempo, Neymar entrou para a história ao marcar o gol mais rápido de todos os tempos do futebol na Olimpíada.

Palacios se atrapalhou na saída de bola, o craque do Barcelona roubou e, na dividida com o goleiro Lopez, levou a melhor. Na comemoração, ainda despencou no gramado com dores na região do peito após o choque, mas logo se levantou e seguiu adiante.

Com Honduras obrigada a sair para o jogo e se dedicando mais ao rodízio de faltas sobre Neymar, sobrava espaço para a seleção olímpica mandar.

Aos 25, Gabigol recebeu lançamento no meio-campo e tocou para Luan, que arrancou um passe incrível de costas e deixou Jesus livre para ampliar em chute colocado. O palmeirense estava impedido no lance, mas a arbitragem deixou seguir.

Endiabrado, Gabriel Jesus ainda fez outro antes da ida para o intervalo, aos 34, aproveitando linda enfiada de Neymar para finalizar na saída de Lopez.

Golaço.

Na volta do vestiário, o Brasil pediu pênalti em jogada com Gabigol na área e levou perigo com Luan. O quarto acabou vindo, no entanto, em cobrança de escanteio de Neymar que Marquinhos dominou e, após se complicar no domínio, estufou as redes.

Com a partida tranquila, Micale resolvou preservar a equipe do forte calor no Rio e realizou três subsituições.

Ainda sobrou tempo para Luan fazer mais um em escapada de Felipe Anderson pela direita ao 33 minutos da etapa final e Neymar fechar a conte de pênalti nos acréscimos.

A seleção olímpica aguarda agora o vencedor de Nigéria e Alemanha, às 16h (de Brasília), no Mineirão, para conhecer o seu adversário na final.