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Diretores e filiados de cinco centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, UGT e Nova Central) fazem, nesta manhã de terça-feira (16), na portaria da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), na Cohama, um ato que faz parte do Dia Nacional de Luta contra a Reforma Trabalhista. O movimento começou nas primeiras horas da manhã e interditou a entrada de veículos para a federação, impedindo a passagem de veículos e provocando indignação dos funcionários. Policiais militares e agentes de trânsito da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) foram acionados e acompanham todo o movimento para evitar tumultos e que veículos sejam estacionados irregularmente na Avenida Daniel de La Touche.

Segundo o presidente da Força Sindical no Maranhão, Frazão Oliveira, a manifestação está sendo realizada em frente à Fiema por ser a representante no estado da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que fez a proposta de alterações da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que trará muito prejuízos para os trabalhadores, caso seja aprovada no Congresso.

Frazão afirma que a proposta pede alteração de 151 artigos da CLT, retirando e alterando diversos direitos adquiridos pelos trabalhadores, como 13º salário, férias, redução de salários, aumento da carga horária trabalhista de 40 horas semanais para 80 horas semanais e outros. “A proposta dos empresários é precarizar a CLT, reduzindo a força sindical e fazer com que os acordos sejam feitos diretamente pelas empresas com os funcionários. Queremos evitar tudo isso, por isso, as centrais trabalhistas estão fazendo esse movimento em todo o país. Não podemos permitir o enfraquecimento da CLT”, diz.