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Neymar não fazia um gol pela seleção desde setembro de 2015, quando marcou dois na vitória por 4 a 1 sobre os Estados Unidos, em amistoso. Desde então, foram só sete jogos, entre eliminatórias, amistosos e Olimpíada, em razão das muitas suspensões que teve. Mas, atenção! O gol deste sábado não conta na estatística da Seleção principal, assim como os jogos da Olimpíada, uma equipe com limite de idade. Pelo time de cima, ele segue com 46 gols em 70 partidas.

O Maracanã, enfim, vai receber a seleção brasileira. A vitória por 2 a 0 sobre a Colômbia, gols de Neymar e Luan, paga uma conta de 2014, quando aquela semifinal (você sabe quanto foi, não é?!) evitou que a equipe decidisse a Copa do Mundo em casa. A Olimpíada terá Brasil x Honduras na semi, quarta-feira, às 13h (de Brasília). Faltam dois jogos para o ouro inédito. Não faltou emoção na Arena Corinthians, ou pela pancadaria maluca do primeiro tempo, em que a Colômbia bateu à vontade e recebeu um revide de Neymar – o árbitro turco Çuneyt Çakir não expulsou ninguém –, ou pela boa atuação no segundo tempo, aberto, com o perigoso Borja na frente. Os zagueiros do Brasil deram show.

primeiro tempo

O imbatível judoca francês Teddy Riner, o medalhista do boxe Robson Conceição ou nossa querida e dourada Rafaela Silva talvez pudessem falar melhor do primeiro tempo na Arena Corinthians. Num jogo com mais “ippon”, “yuko” e “wazari” do que tabelas e dribles, o gol só poderia sair de falta. Neymar, de longe, numa barreira pessimamente armada por Bonilla. Foi seu primeiro na Olimpíada. Falta, porém, ele já sofreu dezenas. A Colômbia fez rodízio para bater no atacante, que revidou quando não houve devolução de bola, o famoso fair-play. O judô olímpico virou UFC. O espírito olímpico disse “adiós”. Tapa pra cá, chute pra lá. E a se destacar no resto da primeira etapa, a atuação perfeita do zagueiro Rodrigo Caio.

segundo tempo

Borja entrou e a Colômbia trocou o UFC pelo futebol. Com mais gente à frente, travou a evolução do Brasil pelo chão, mas parou nos imbatíveis Marquinhos e Rodrigo Caio. Rogério Micale trocou Gabriel, em atuação abaixo de sua média na Olimpíada, por Thiago Maia, e o Brasil sofreu por alguns minutos. Valeu para ver o tamanho da dedicação, até mesmo de Neymar, que correu enlouquecidamente para tentar fechar os espaços. A Colômbia, sem conseguir passar pelos zagueiros, abusou de chutes errados de longe. Luan ensinou. Encobriu Bonilla e, com um belo gol, garantiu o Brasil na semifinal.

Informações de O Globo.