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Dez pessoas foram presas por formação de quadrilha e estelionato após revender ingressos para a Olimpíada comprados com cartões de crédito clonados, informa nesta segunda-feira (08) a Polícia Civil do Rio, onde ocorreram as prisões. Pelo menos 20 ingressos foram apreendidos com o grupo, que atuava a partir de São Paulo.

O delegado titular da 20ª DP (Vila Isabel), Hilton Alonso, afirmou em entrevista coletiva que as prisões ocorreram na sexta-feira (05), poucas horas antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, iniciada às 19h. Alguns dos presos, que atuavam atraindo potenciais clientes, disseram que voltariam a São Paulo no dia seguinte.

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Nove pessoas foram presas na Rua Visconde de Itamarati, próximo à Rua São Francisco Xavier. A décima foi presa na rodoviária Novo Rio. Lá, o grupo mantinha 20 ingressos, cartões de crédito, vouchers para retiradas de entradas já adquiridas e máquinas de cartão, além de R$ 2 mil. Oito dos ingressos da abertura tinham preço estampado de R$ 4,6 mil.

“No dia [sexta-feira, 5], colocamos a equipe em campo e conseguimos identificar e prender todos. Um deles fugiu, mas conseguimos prendê-lo na Rodoviária Novo Rio, onde eles tinham vários boxes para guardar seus pertences”, afirmou Alonso.

O delegado disse que chegou a se passar por cliente para verificar como o sistema funcionava. “Nós vamos enviar ao COI [Comitê Olímpico Internacional] os ingressos que identificarmos. Mas provavelmente, quem comprou esses ingressos pode ir aos jogos”, completou.

O líder da quadrilha, Carlos Roberto dos Santos, declarou à polícia que os a quadrilha conseguia revender os ingressos por preço inferior ao oficial justamente porque eram comprados com cartões clonados.

De acordo com a policia, cada membro do grupo esperava ter um lucro de R$ 40 mil a R$ 50 mil, já que o valor dos ingressos era negociado caso a caso: uma entrada para o setor A, por exemplo, era oferecida por R$ 3 mil.

“Eles esperavam um lucro líquido exorbitante, já que eles usavam cartões fraudados e tinham custo zero”, afirmou o delegado-assistente, Gilberto Ribeiro. Ele falou sobre agilidade na decretação das prisões dos suspeitos.

“Diferentemente de outras prisões de cambistas na Olimpíada, a Justiça entendeu que os elementos eram suficientes para decretar a prisão preventiva deles, que está ligada ao potencial lesivo. Muitas vítimas vão perceber na fatura de seus cartões que foram vítimas dessas quadrilhas.”

Além de Carlos Roberto dos Santos, foram presos Gilberto João dos Santos, João Maurício Santana de Souza, Kleber Valença Pereira, Vando Valença Pereira, Henrique Domingues Magalhães, Ronilson Santos da Paz, Denílson Bernardes de Mendonça; Paulo Gabriel dos Santos Oliveira e Gerson Ferreira de Oliveira.