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Em 2004, o então corredor Vanderlei Cordeiro de Lima foi atacado durante a prova da maratona da Olimpíada de Atenas pelo padre irlandês Neil Cornelius Horan, que até hoje não soube explicar o motivo da agressão, e creditou o episódio como obra do destino. E Horan, agora ex-padre, disse, em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, que sentiu raiva recentemente, ao ver sua vítima acender a pira olímpica, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

“Quando eu o vi, com meus próprios olhos, eu realmente fiquei com raiva”, disse Horan. “Eu olhei para o Vanderlei e pensei, ‘você não chegaria a lugar nenhum se não fosse por mim'”, afirmou o ex-padre em entrevista ao jornal norte americano.

O irlandês, que está com 69 anos e vive sozinho em seu apartamento, no sul de Londres, também disse ao periódico que não sabe o motivo de ter atacado Vanderlei em 2004. Ele pontuou, porém, que depois do episódio enviou duas cartas pedindo desculpas e não obteve resposta de Vanderlei. “Ele falhou miseravelmente no básico da decência humana e da cortesia”, reclamou.

Por causa do ataque em Atenas, Horan foi condenado a um ano de prisão, mas pagou uma multa no valor de três mil euros e saiu livre. Um ano antes, o ex-padre também invadiu o circuito de Silverstone, durante o Grande Prêmio da Grã-Betanha de Fórmula 1, carregando um cartaz que continha a frase: “Leia a bíblia, ela está sempre certa”.