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Enquanto um ônibus com cerca de 40 passageiros foi sequestrado na Ilha do Fundão, três turistas suecos foram capturados por criminosos que controlam as bocas de fumo do Complexo do Lins, uma área que para o governo do Rio de Janeiro é considerada “pacificada” há três anos pela implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

O episódio ocorreu no início da noite na Estrada Grajaú-Jacarepaguá, que liga a zona norte à zona oeste, onde está localizado o Parque Olímpico. O caso foi levado para a delegacia do Engenho Novo, mas como os turistas ainda não haviam aparecido, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado e iniciou uma incursão para tentar resgatar o trio. Os próprios bandidos, no entanto, libertaram o grupo.
De acordo com as primeiras informações obtidas pela Polícia Militar, dois homens e uma mulher – cujo os nomes ainda não foram divulgados – estavam dentro de um carro da Uber quando teriam pedido para fazer fotos do cenário. Neste momento eles foram abordados por traficantes que seriam do Morro da Cachoeira Grande, imaginando terem sido fotografados. O motorista do Uber saiu em busca de ajuda.

O site de VEJA conversou com o motorista do Uber, que estava bastante assustado com o crime. “Busquei eles em Jacarepaguá para levar no centro. Ali eles pediram para fazer foto. Ainda alertei que era perigoso, mas eles insistiram. Um saiu do carro e começou a fazer fotos e filmagem. De repente, um cara veio com a pistola e mandou a gente entrar na favela. Eles foram saindo do carro, eu aproveitei e fugi para buscar ajuda”, contou.
Uma equipe da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) e outra da 25ª DP, onde o caso foi registrado, está a caminho do hotel em que os suecos estão hospedados para ouvi-los. Todos passam bem.

Apesar do discurso de pacificação, a UPP já foi expulsa desta região do Complexo do Lins no final do ano passado, como revelou o site de VEJA em janeiro. Por isso, somente o Bope poderia tentar localizar os turistas. A Grajaú-Jacarepaguá chegou a ficar interditada, mas logo em seguida surgiu a notícia de que os turistas haviam sido liberados pelos criminosos.

Informações da VEJA.