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Pesquisa de intenção de votos para a Prefeitura de São Luís feita pelo Instituto Data M, para as eleições de outubro próximo, pode ter sido fraudada para favorecer o atual prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que disputa a reeleição. O levantamento foi divulgado pelo Jornal Pequeno, na edição deste domingo 31. Contudo, aliados do pedetista já vinham comemorando os números desde o início da semana passada, antes mesmo da pesquisa sequer ter sido iniciada.

A possibilidade de fraude foi constatada após minuciosa análise no registro e questionário da pesquisa. De acordo com o sistema da Justiça Eleitoral, o levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão sob o número MA-07213/2016, entrevistou 1.200 eleitores entre os dias 20 e 25 julho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança estimado é de 95%.

No que se refere ao registro, a falha foi encontrada na medição quanto ao sexo dos entrevistados. O estatístico do Instituto Data M – que nas eleições de 2014 teve um profissional flagrado preenchendo um formulário de pesquisa de intenção de votos sozinho – estranhamente descreve a existência de uma população de 46% de homens e 53,5% de mulheres, totalizando 95,5%. Além da conta errada, o estatístico não explica o critério utilizado para excluir 0,5% do eleitorado da capital

Já no que se refere ao questionário, por sua vez, foram encontradas diversas falhas graves. Entre as principais, destacam-se: o questionário apresenta o pedetista como “Edivaldo Júnior” em uma pergunta e “Edivaldo Holanda” em outra; há pelo menos duas perguntas, sobre a avaliação da administração municipal, em que o eleitor já se depara com o nome “prefeito Edivaldo”; o grau de instrução previsto no plano amostral do registro não condiz com o apresentado no questionário; e, provavelmente a mais grave de todas: Edivaldo Holanda Júnior é o único pré-candidato que está sempre presente no segundo turno, o que induz o eleitor a pensar que o pedetista já estaria garantido na disputa final.

Ainda entre as falhas encontradas está a não inclusão do uso de discos, para a escolha de forma isenta pelos entrevistados, nas perguntas de intenção de voto. A gravidade ocorre por a falta dos discos permitir que o pesquisador possa, por exemplo, influenciar as respostas dos eleitores entrevistados.

Uma outra falha gravíssima que chama a atenção é o fato de ter sido declarado no registro o pagamento de apenas R$ 10 mil pelo levantamento. A gravidade ocorre pelo fato de que, de acordo com notas fiscais, os contratantes Rádio e TV Difusora e Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) do Maranhão, desembolsaram esse mesmo valor, cada. Ou seja: O valor do registro da pesquisa deveria ser de R$ 20 mil, e não apenas a metade disso.

Informações do Atual 7