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Instituto Hamate predio

É comum ouvir dos educadores, opiniões sobre a necessidade de se promover uma educação inclusiva, que possibilite o acesso à escola a todo tipo de aluno. E um dos desafios neste campo é o atendimento a estudantes que sofrem com distúrbios que dificultam a aprendizagem. Há vários tipos e um dos mais discutidos, nos últimos tempos, é o que os especialistas chamam de Transtorno do Espectro Autístico, mais conhecido como autismo.

A Drª Trindade, diretora do Instituto Hamate, tem se dedicado aos estudos no campo da educação especial, principalmente em relação ao autismo.

A professora trabalha diretamente com autistas e portadores de outros distúrbios. A partir de seus estudos acadêmicos e da vivência com crianças que possuem o transtorno autístico, Trindade é enfática em dizer que, mesmo em graus mais severos do autismo, a união de infraestrutura pedagógica adequada e professores qualificados podem fazer com que o aluno aprenda e se desenvolva. “Algumas podem até ter um pouco mais de dificuldades, não vão entender determinados assuntos, por conta da abstração. Mas elas aprendem e pode desenvolver uma vida normal”, ressaltou a educadora.

”O autismo é considerado como transtorno do desenvolvimento, que afeta principalmente a capacidade de interação social e de comunicação. A criança passa a ter interesses restritos e algumas estereotipias. Ultimamente não se fala mais autismo e sim Transtorno do Espectro Autístico, porque são diversos graus, e muito diferentes entre si. É um transtorno muito complexo, mas as características principais são a dificuldade com a interação social, os interesses restritos e movimentos estereotipados. Eles não curtem muito as atividades corriqueiras de uma criança, alguns não têm interesse por brincadeiras” explicou a doutora.

Ela ainda destaca ”Algumas crianças apresentam hiperatividade, dentro do distúrbio autístico. Em outras, a característica principal é a falta de concentração. A memória deles costuma ser muito boa. O que os prejudica mesmo são a hiperatividade e as estereotipias, porque enquanto eles estão fazendo um movimento repetitivo, não focam no que está sendo ensinado ao seu redor, portanto, não conseguem captar o aprendizado, justamente por conta da falta de concentração. Quando atraídos, eles conseguem prestar mais atenção e realmente aprender”.